Os números mostram uma divisão clara, mas a técnica econômica revela quem realmente prospera.
Enquanto o governo é pintado como 'pai dos pobres' para os 66% da base, o setor bancário é quem colhe os frutos reais. Com a Selic a 15% para segurar a inflação, o pagador de impostos está financiando lucros recordes de bancos via juros da dívida.
Celebrar arrecadação recorde enquanto a tabela do IR segue defasada e o IOF sobe 49% é, na prática, transferir renda do trabalhador para o Estado e para os bancos. O apoio entre desempregados e minorias é mantido pelo assistencialismo, mas a elite financeira nunca foi tão próspera quanto sob essa política de juros altos e gastos públicos desenfreados.